Santo Vinagre!

Bom dia, pessoal!

Hoje vou contar pra vocês a super descoberta que eu fiz e testei!

Vamos começar pelo começo! Quando me mudei pro apartamento que hoje estou morando, alugado, não gostei muito de um móvel embutido na parede que tinha na sala. É um móvel bem grande, de madeira e estava com a madeira TODA encardida!

O tal móvel de madeira! Não reparem a minha bagunça!

De longe, não parece nada demais, mas chegando perto…

Que nojinho!! Tudo encardido!!

Como o apê é alugado, eu não poderia retirar o móvel, então resolvi chamar um profissional em renovação em móveis para resolver o meu problema! Mas o preço cobrado não valia a pena, então resolvi dar o meu jeito… Pesquisei na internet e eis que encontro a solução: o bendito VINAGRE!!

Na internet achei os mais variados tutoriais, mas eu adaptei para ficar mais simples e só utilizei vinagre, uma esponja e luvas!

MAS, ESPERE!!! Antes de testar no seu móvel, você tem que tomar alguns cuidados! Não é qualquer madeira que aceita o vinagre sem manchar ou deixá-lo sem brilho ou viço. Se o seu MÓVEL tem acabamento com VERNIZ, NÃO VAI DAR CERTO! O vinagre só vai tirar o verniz velho da superfície e deixar o móvel sem brilho!!!

Se você NÃO tem CERTEZA se vai dar certo, faça um TESTE em um cantinho que ninguém vê ou na parte interna do móvel!

Felizmente, deu super certo no meu!! Vejam as fotos antes e depois!!


Antes e Depois: Tudo mais branquinho e limpo!

Mas, para mim, a mais chocante é essa:

LIMPINHO!!!!

Para quem quiser tentar, NÃO SE ESQUEÇA DE FAZER O TESTE, segue o passo-a-passo:

Passo-a-Passo: Limpeza com Vinagre!

Essa foto, dá para mostrar bem a evolução do processo:

Evolução da Limpeza!

Espero que tenham gostado das dicas e se fizerem em seus moveis, mostrem como ficou!

Beijos

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Lojinhas de Esmaltes e Latika!

Vamos falar de esmaltes e onde comprá-los nas duas capitais!

Antes mesmo de me mudar para São Paulo, conheci uma lojinha chamada Bela Glamour onde comprei alguns esmaltes da Hits e da Rivka (obsessões que eu estava na época). Eu já fiz duas ou três compras na loja online e adorei! A encomenda chegou antes do tempo previsto e numa embalagem super fofa e cuidadosa! Embora ela tenha três lojas físicas, eu nunca fui em nenhuma, mas agora que estou por aqui, acho que vale a pena conhecer!

Em São Paulo, eu gosto muito de ir também na Ikesaki e Audrey, que fica na Liberdade e tem tudo sobre beleza!

Já no Rio, as opções eram mais restritas. Eu sempre tinha escutado falar numa loja chamada Pink que ficava no Mercadão de Madureira, mas como nunca tive disposição para me despencar até Madureira, deixei passar. Mas esse ano a Pink abriu uma loja em Ipanema, em frente ao metrô. Fui até lá e amei!!!

A loja é pequena, mas tem várias marcas, inclusive marcas importadas e com preços absolutamente acessíveis! E descobri também uma nova marca de esmalte nacional: a Latika! As cores são lindas e a embalagem é uma fofura!

E descobri ainda que essa marca está com uma abordagem de marketing super exclusiva! Ela não quer ser vendida em qualquer ponto de venda, qualquer esquina, então ela faz uma seleção super criteriosa de quem pode vender seus produtos. No Rio, só a Pink de Ipanema tem autorização para vendê-las, a de Madureira ficou sem! Em São Paulo ainda não descobri onde tem revenda dela, mas parece que existem algumas lojas de roupas com autorização para vendê-las, mas a boa notícia é que tem venda online!

E pra quem mora em São Paulo e não faz a unha em casa, pode conhecer a nova marca na Lilac Nails, um salão gracinha que encomendou a nova linha para suas clientes!

É isso! Beijos!

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Ônibus pra que te quero!

Semana passada eu andei de ônibus em São Paulo pela primeira vez. Foi um caminho curto, que demorou uma vida! Não exatamente por causa do ônibus, mas por causa do desagradável trânsito às 14h30 da tarde!

 Acho que aqui em São Paulo as pessoas já não se irritam mais com o transito, todo mundo parece conviver bem com ele. Acho inclusive que as pessoas aqui sentem faltam de um engarrafamento quando as ruas estão livres. Exemplo disso é facilmente observado nos finais de semana, quando poucos carros conseguem criar trânsito quando está tudo livre.

 É claro que em todo lugar do mundo pode acontecer isso. É só pegar um carro velho ou um péssimo motorista pela frente e pronto! Trânsito criado! Mas a recorrência e intensidade que isso ocorre em São Paulo é impressionante!

 Acho que para os paulistas o trânsito é um daqueles amigos antigos e chatíssimos que você não consegue se livrar. Ele está sempre presente e atrapalhando. Mas no segundo que ele desaparece, muita gente sente saudades dele.

 Mas o que mais me impressionou nesse “breve” passeio de ônibus, e em mais outras três voltinhas que dei essa semana, foram os passageiros. Na verdade, confirmei o que eu já suspeitava. A maioria dos passageiros dos ônibus são de classe baixa. Aparentemente, os paulistas de classe média e alta acham que ônibus/metro não é “coisa” para eles, porque transporte público é “coisa de pobre”.

 Sei que existe muita gente que não acha isso, mas existe sim uma ideia generalizada em São Paulo que transporte público é “coisa de pobre”, o que é, na verdade, uma sandice, um pensamento tolo.

 Recentemente li uma entrevista de Enrique Peñalosa sobre cidade e mobilidade sustentável. A entrevista é muito interessante pois faz com que a gente reveja toda a questão do transporte por outro ângulo. Peguei algumas frases que achei mais interessantes e que resumem a entrevista:

Frase de Enrique Peñalosa – Humor Inteligente

“Uma boa cidade, uma cidade avançada não é aquela que os pobres andam de carro, mas aquela que os ricos usam transporte público.”

 “Se todos os cidadãos são iguais diante da lei, um ônibus com 60 passageiros tem mais direitos que um carro com um.”

 “A boa cidade é aquela em que ricos e pobres se encontram em atos culturais, no transporte público, nas praias, na calçada. Somos pedestres, precisamos caminhar. Não somos felizes em gaiolas, encerrados entre muros. Por isso estamos mais felizes numa calçada de dez metros do que numa calçada de dois metros de largura.”

 “A cidade deve ser pensada para crianças, idosos, deficientes, mas geralmente é desenhada para os adultos com carro, um resultado natural do ‘progresso’.”.

 Para quem quiser saber mais sobre a entrevista, clique aqui.

 O que Enrique Peñalosa falou parece que encaixou perfeitamente com a forma que eu enxergo São Paulo.  Por parecer ter sido construída para um adulto de carro, toda a sinergia, cultura e hábitos dos moradores da cidade parecem muito diferentes e um pouco antinaturais para mim.

 Não estou dizendo que no Rio ou em qualquer outra cidade brasileira não existam “ricos” que não andem de ônibus, claro que existe! Mas no Rio, mesmo aquela pessoa mais elitista já pegou ônibus na vida e a maioria não vê o transporte público como “coisa de pobre”.

 Comecei, então, a pesquisar sobre essa ideia e encontrei um artigo que comparava Rio x São Paulo no Blog do Jorge Fernando. Ele compara as duas cidade em relação a diversos temas, muitos deles eu não concordei, até por que ele é paulista e vai puxar a sardinha mais pro lado dele, assim como eu, carioca, tenho uma tendencia a fazer o oposto. Mas a parte de transporte público é bem interessante:

“Todo carioca pega, já pegou ou um dia vai pegar ônibus, trem ou metrô na vida. Até porque é nesses meios de transporte tão dignos no Brasil que o carioca aprende as primeiras lições de malandragem, como passar por baixo da roleta (“catraca” em São Paulo). Em São Paulo, pegar transporte público é “coisa de pobre”, ou de carioca que mudou para a cidade mas não trabalha no mercado financeiro, já que todo mundo, inclusive quem ganha bem menos do que você, tem carro (o resultado disso pode ser visto na fluidez diária das ruas). Além de a cidade ser maior, é impossível saber que ônibus pegar somente perguntando no ponto. Afinal, ninguém é ‘daqui’.

Tirando a parte da malandragem (nunca vi ninguém passando por baixo da roleta/catraca, até por que a pessoa teria que ter 30cm) que eu acho que foi mais brincadeira e uma leve “alfinetada”, achei bem verdadeiro!

Adorei a parte do mercado financeiro! É super verdade! Todos os cariocas que eu conheço que se mudaram pra São Paulo são do mercado financeiro e nunca andaram de ônibus por aqui. Vivem de táxi ou de carro, vide o senhor meu namorado.

 Achei muito verdadeiro também a parte de ser impossível saber qual ônibus pegar em São Paulo! Eu não iria sobreviver sem o meu amado Google Maps no celular! Isso por que antes de sair de casa, eu estudo o trajeto umas 5 vezes no computador e mesmo assim acabo recorrendo ao Google Maps do celular, só para garantir!

 No Rio é diferente. Por ser uma cidade menor, o numero de linhas também é menor, fazendo com que os números das linhas e trajetos sejam mais fáceis de guardar. E essa facilidade faz com que mais pessoas utilizem os transportes públicos. O que é uma contradição bem interessante em relação a São Paulo!

 Em São Paulo, a quantidade de linhas e trajetos dos ônibus são infinitas e impossíveis de decorar, mas os transportes públicos dão acesso a muitos mais lugares da cidade e dos arredores. Em São Paulo, dá pra chegar de ônibus em becos ou ruelas que nem imaginamos ser possível (no Rio, os ônibus só passam em meia dúzia de ruas principais). Mas embora as possibilidades de ir e vir de transporte público em São Paulo sejam maiores, ela acaba sendo prejudicada pelo transito gerado pelo excesso de  carros, cujos motoristas são “bons demais” para andar de transporte “de pobre”. Gerando um ciclo vicioso.

 Aí, não adianta colocar rodizio de carros, zona de máxima restrição de circulação, vias estruturais restritas, zonas exclusivamente residências e etc. O problema está no pensamento da população como um todo. Mas como isso é muito mais difícil para corrigir, o jeito é se acostumar com o transito e com as complicadas linhas de ônibus.

E você, o que acha?

Concorda com Enrique Peñalosa ou tem alguma ideia e ponto de vista diferente sobre essa questão?

Categorias: Rio x Sampa, Trânsito | Tags: , , , , , | 4 Comentários

Decoração – O Método das 4 Palavras

Olá, pessoal, voltando a falar sobre decoração vamos explicar melhor o tal método:

1. Preço: 

Acho que esse todo mundo entende muito bem. Mas quando se fala em decoração não se pode tirar o pé do chão, afinal os gastos com a decoração tem que caber no bolso. O preço é o mais limitante na hora de enfeitar a casa, mas ainda sim é possível criar um ambiente gostoso e charmoso sem investir muito.

 2. Harmonia:

Quando falamos em harmonia, estamos falando de um ambiente “clean”, sem moveis entulhados e objetos de decoração de todo tipo, cor e forma espalhado por todos cantos da casas. Isso é horrível!!!!!

Um apartamento deve ser um local agradável que dê para transitar sem ter que se apertar na parede para passar pela mesa gigantescamente desproporcional!

Minha dica para quem está fazendo sua própria decoração e quer ter um apartamento elegante e harmônico é simples:

  • Paleta de Cores:

Sabe aquela casa que tem moveis, estofados, cortinas e objetos de tudo quanto é cor e nada combina? Pois é, isso é péssimo! Para acabar não entrando nessa, é só escolher uma paleta de cores para cada ambiente e tentar só comprar objetos dentro da gama de cores escolhida.

O site Design Seeds® tem várias paletas de cores e a página no Pinterest também é muito boa para buscar inspirações.

Para minha sala, por exemplo, eu queria colocar tons de amarelo e turquesa, mas esses tons teriam que combinar com os marrons dos móveis. Então, selecionei as seguintes paletas:

  • Segura essa ansiedade, seja racional e paciente:

Não adianta querer comprar tudo que vê pela frente! Vai ter muita coisa maravilhosa que você vai querer levar para casa, mas nem sempre ela vai combinar ou caber no espaço que você tem.

Sei que é muito difícil ser racional na hora de comprar objetos para casa, especialmente para mulheres que gostam de coisinhas de decoração, mas controle-se! Não compre algo só por que  achou “a coisa mais linda do mundo”! Pense 10x antes de comprar.

  • Abra mão de alguns objetos e ideias:

Esse também é super difícil. Se você tem um espaço pequeno, não adianta querer colocar aquele mesão de 10 lugares que você sempre quis por que não vai caber nem ficar bonito. Temos que adaptar nossos sonhos, ideias e desejos ou pelo menos posterga-los.

3. Funcionalidade:

Importantíssimo! A funcionalidade é algo importantíssimo! Se você já viu algum episódio de Extreme Makeover Home Edition você sabe do que eu estou falando!

Extreme Makeover Home Edition – Decoração ao Extremo

É claro que os casos da TV são extremos, mas tem várias outras coisas que colocamos na decoração e depois de alguns meses vira sucata, ou por que suja fácil ou por que acaba sendo muito manuseado e trocado de lugar. Então tudo tem que ser muito bem pensado e adaptado ao nosso dia-a-dia, hábitos e costumes.

 Um bom exemplo são as cubas de banheiro. As pessoas acham lindo na loja e compram, mas esquecem de pensar no dia-a-dia, na limpeza e etc. Imagina essa pia com manchas de pingos de água e pasta de dente!

Pias e Cubas de Banheiro – Funciona no dia-a-dia?

Outro exemplo, é a minha mesinha de centro que estava na planta. Eu queria uma mesinha para apoiar um copo ou os pés enquanto vejo televisão, mas no dia-a-dia, seria impossível! Com certeza eu iria bater com a canela ou com o dedinho por causa da falta de espaço, ou seja, abri mão da mesinha por que ela não iria funcionar!

4. Utilidade:

A utilidade é irmã da funcionalidade, mas quando se fala de decoração dá para ser menos rígido com ela. Por exemplo, quadro de fotos. Bem verdade, que um quadro com uma fotografia de uma viagem maravilhosa que você fez não serve para nada, mas é uma coisa bonitinha que dá um toque mais pessoal a casa.

 Então é possível ser mais flexível com o que é ou não útil, mas também não dá para forçar a barra. Há um tempo atrás eu estava vendo um dos blogs de DIY e decoração chamado Young House Love e vi um tutorial para fazer um quadro com chaves dos apartamentos que você já morou.

Quadro de Chaves do Young House Love – Bonitinho, mas é útil?

 No inicio, eu até achei legalzinho, mas pensando melhor, achei uma coisa completamente inútil. Vai ficar ocupando espaço e acabar virando velharia num canto qualquer.

Um tempo depois, no Pinterest, vi algo parecido. É de um blog super legal chamado A Girl and a Glue Gun. A blogueira postou um tutorial de como fazer esses 4 quadrinhos abaixo. Ficou em espacinho lindo, mas imagina no dia-a-dia, querendo apoiar uma bolsa ou celular e quase deixando cair esse monte de quadros no chão.

Quadrinhos do A Girl and a Glue Gun

 O que as pessoas também esquecem é que quanto mais coisa se tem, mais coisa para limpar e arrumar! O pessoal do Dornob, um site voltado para inovações em arquitetura e design, esqueceram completamente da utilidade e funcionalidade.

Porta-chaves criativo e… Inútil?

Minha primeira reação: “que legal!”. Depois… “isso nunca iria funcionar!”. É chato para colocar a chave, pega poeira fácil e vira sucata em 3 semanas! Ou seja, inutil!

Bem, essas foram as minhas dicas para decoração!

Quando ficar pronta, vou mostrar minha sala com a inspiração de cores que vocês viram, mas estou sendo paciente e só comprando o que combina, então pode ser que demore!

E vocês? Tem alguma dica de decoração?

Espero que tenham gostado do post de hoje!

Beijos

Categorias: Decoração, Renovação | Tags: , , , , , | 2 Comentários

Decoração – O Inicio

 Antes de ter meu próprio apartamento eu tinha 1001 ideias de como eu iria querer cada cantinho do meu lar. Mas quando isso saiu do papel e virou realidade… A história foi outra! Apartamento alugado já não dá para fazer grandes coisas e como não quero (nem posso) gastar dinheiro, as possibilidades começaram a ficar mais restritas.

 Decidimos que a melhor maneira de economizar era com moveis antigos de família, da minha e da família do Renato. Antes da mudança e para ter certeza que tudo iria caber, principalmente  na sala que é onde tem mais móveis, medi o apartamento e os moveis para fazer uma planta baixa.

 Eu tinha visto no Pinterest (para quem não conhece, clique aqui) um site que dava para fazer planta baixa online e eu estava doida para testar.  Olhem como ficou a planta da sala:

Eu acabei desistindo da mesinha de centro por que achei que iria ficar muito apertadinho para passar. Mas ele facilitou muito a minha vida na hora da mudança, até por que era uma mudança interestadual.

O programa se chama Icovia Room Planner e é em inglês. Qualquer um pode usar, é só fazer um cadastro rápido (o site não fica mandando spam e e-mails). Mas tem um detalhe importante: lembre-se de mudar a unidade métrica (View >  Switch to Metric Units), se não a sua planta vai ficar toda errada.

Depois de colocar os moveis em seus lugares, veio a questão da decoração mesmo. Minha mãe sugeriu contratar um decorador, mas o bolso falou mais alto. Além disso, eu acho que as vezes os decoradores “viajam” um pouco nas sugestões . Foi então que criei um método para fazer a minha decoração que se resume a essas 4 palavras:

No próximo post vou dar exemplos e explicar melhor o que quis dizer com cada palavrinha.

Espero que tenham gostado das dicas!

Beijos

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A Saga do Supermercado

Assim que eu me mudei para São Paulo passei uma situação muito chata! Fui fazer umas comprinhas no supermercado e logo depois de pagar, eu perguntei para a atendente:

– Não tem sacolinha?

E ela me respondeu um “não” bem redondo com ar de “ta pensando o que, garota?”. E eu fiquei olhando para ela sem saber o que fazer até que ela me ofereceu uma caixa de papelão para poder levar minhas coisas ou eu deveria pagar mais uns reais para comprar as tais sacolas ecológicas. Como eu já tinha várias sacolinhas dessas no Rio, resolvi não comprar mais uma. Então tive que levar minhas compras em uma caixa enorme e suja (nojo de colocar os alimentos ali!!!) que eu mal conseguia carregar! Fiquei muito chateada achando aquilo tudo um absurdo e pensando: “no Rio não é assim!” (aquela chata comparação Cidade Natal x Qualquer Outra Cidade).

Eu literalmente me senti uma personagem de algum filme apocalíptico que teve que saquear o supermercado por comida.

Cenas dos filmes “Ensaio sobre a Cegueira” e “Contágio”.

Mas o pior mesmo aconteceu no ultimo domingo. Eu e o Renato tínhamos saído do shopping e fomos direto no Pão de Açúcar, como a ida ao mercado não estava em nossa programação, não levamos nossa Sacola Retornável. Mas estávamos de carro e achamos que não teria problema colocar as compras, que eram poucas, numa caixa.

Enquanto a atendente passava as compras, perguntei sobre a caixa de papelão para colocarmos as compras. E ela respondeu: “Acabou! Está em falta!”

Eu fiquei irada!!! Mas falei com a mulher com o tom mais pacífico possível: “Então, qual a solução?”. Obviamente a mulher fez cara de “eu não tenho nada com isso” e eu continuei com um tom cordial requerendo os meus direitos,  afinal o supermercado é obrigado a oferecer alguma embalagem para substituir as sacolas a custo zero. Até que ela chamou para o supervisor que deu de ombros e se escondeu!!!!!!! ABSURDOOOO!!!

Eu tive que colocar uma parte das compras na minha bolsa (sorte que era grande!) e o Renato carregou algumas coisas nos bolsos! Fiquei transtornada de raiva! E o pior é que todos me olhavam como se eu fosse maluca, como se estivesse fazendo barraco!

Quando cheguei em casa fui conferir se a lei realmente afirmava a obrigação dos mercados de oferecer embalagens a custo zero como tinham me falado. Descobri que elas realmente são obrigadas pois caso contrario estariam infringindo o Código de Defesa do Consumidor. Mas como que no Brasil a ilegalidade  é a lei, vai ficar por isso mesmo!

Outro motivo para eu ter ficado chateada foi porque percebi um pouco da “frieza” do paulista  que já tinha ouvido falar mas ainda não tinha sentido (sei que estou generalizando, mas a generalização é uma boa forma de se compreender um ambiente desconhecido a partir de deduções e inferências. Sei que existem milhares de paulistas que não são “frios”). Eu estava certa mas em vez de ser motivada e receber apoio só recebi olhares desconfiados, de superioridade e indiferença! Acho que a indiferença é um dos piores sentimentos que existem, por que parece que o outro não existe!  =(

Acho que aqui em São Paulo existe uma politica de convivência não declarada de “mind your own business”.  Tenho a sensação que os desconhecidos interagem menos e não se sentem mal por isso. Mas acho que é esse o clima de uma grande metrópole como São Paulo.

Notei também uma certa intolerância na hora de escolher filas para passar no caixa. Já aconteceu três vezes comigo. Quando vou ao supermercado sempre dou uma analisada nos caixas que estão com menos fila ou fluindo melhor e vou no que acho mais rápido. Muitas vezes, acabo errando na escolha e quero mudar de fila. E foi o que fiz, não tinha ninguém atrás de mim e eu estava saindo da minha fila e antes de chegar ao fim da grade de um dos caixas surge um rapaz  e me pergunta em tom irritado (não sei por que!!!): “Já decidiu qual a filinha que vai ficar?”.  Eu respondi que sim e sai. Achei uma grande babaquice e não dei importância.

Pois bem, que nesse ultimo fatídico domingo no Pão de Açúcar. Eu estava esperando com o Renato a pessoa que estava na nossa frente passar suas compras e colocamos as nossas na esteira. Como ainda não tinha ninguém atrás da gente, dei dois passos para trás e enquanto esperava nossa vez comecei a ver as revistas. Surge um sujeito e antes que eu pudesse colocar a revista no lugar para ir de encontro com o Renato ele fala com o mesmo tom irritado: “Vai dá pra eu passar ou não?”. Eu nem respondi e dei os dois passos para frente.

Será que foi azar de pegar dois emburrados na hora da fila? Ou será que sou eu que estou agindo errado? Mesmo que eu tenha agido errado, justificaria a forma que eles falaram comigo? Afinal, “por favor” e “com licença” fazem parte de nossa língua. Talvez eu esteja super analisando tudo ou será apenas implicância minha?

O que acham?

Beijos

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Ebony and Ivory

Quando comecei a pesquisar e pensar sobre este post minha intenção era falar que as rixas entre cariocas e paulistas não passavam de uma brincadeira. Mas quanto mais eu fuçava pela internet, mais eu percebia a quantidade de pessoas ignorantes, intolerantes e preconceituosas.

Então comecei a pensar em como eu me sentia com tudo isso. Bem, eu absolutamente AMO o Rio, mas tenho que confessar que não chego nem perto de ser uma “carioca da gema”, para falar a verdade não sei nem o que isso significa (se alguém quiser me esclarecer, fique a vontade!), mas acredito que seja aquela pessoa que está sempre bronzeada, vive na praia, adora Carnaval e não dispensa uma noitada na Lapa. Ou seja, nada a ver comigo at all!!!

O que eu gosto do Rio é o clima descontraído e animado, de fazer tudo a pé e da beleza natural misturada com a urbanidade. Ah, e não posso me esquecer de dizer que eu adoro natureza, animais, vegetação e afins, até por que eu e meu irmão sempre fomos estimulados e acostumados pelos meus pais, que são biólogos de formação, a gostar e sentir a vontade com a natureza.

Além disso, tem a questão afetiva que todo mundo tem com a cidade natal. Para mim seria muito mais fácil morar no Rio. É a cidade onde eu nasci e cresci; onde eu aprendi a andar de bicicleta; onde eu passeei de mãos dadas com meus pais e avós; é a cidade onde estão meus amigos e família; onde vivi meus primeiros 25 anos; onde comprei meu primeiro sutiã; dei o primeiro beijo; me apaixonei; onde fiz amigos maravilhosos; onde está minha cachorrinha Bubu; onde sei me locomover sem ficar 20 minutos no Google Maps antes de sair de casa. Enfim, onde eu já estou adaptada.

Bubu fazendo charminho!

Então, para mim, não é uma questão de Rio x São Paulo e sim Cidade Natal x Qualquer Outra Cidade. Se adaptar a uma cidade nova nem sempre é fácil, depende muito da cidade e das características e disposição para a adaptação da pessoa.

 Meus pais moraram por três anos em São Paulo e adoraram a experiência, eles só voltaram para o Rio por que queriam ter filhos e não queriam ficar longe de suas famílias. Então eu nunca tive um preconceito com a cidade, eu adorava todas as viagens que fazia com minha família para São Paulo.

Mas quando comecei a pensar na ideia de ir definitivamente para São Paulo tive muitas preocupações e medos. Como vou me virar naquela cidade gigantesca e impossível de se localizar?? E quanto mais tempo eu passava lá e mais problemas eu tinha para me virar, mais eu ficava frustrada e com raiva da cidade (louca, eu? Imagina!).

Todas as cidades tens seus defeitos e qualidades, seus pontos positivos e negativos e vejo as comparações como uma brincadeira e uma forma de entender o novo ambiente e se adaptar. E para completar essa “perfeita harmonia”, segue a musica Ebony And Ivory, de Paul McCartney e Stevie Wonder:

Beijos

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Renovação Já!

Quem mora ou já morou em casa / apartamento alugado sabe como é difícil renová-lo sem fazer grandes mudanças, sem gastar muito dinheiro ou enfurecer o proprietário, que pode não aprovar a reforma.

Por outro lado, todo mundo quer um cantinho com seu próprio jeito, um lugar confortável e familiar que possa ser chamado de Lar.

Então, qual a solução?

Pesquisei em algumas dicas em blogs sobre decoração e apartamentos alugados, mas são todas muito genéricas ou muito óbvias, coisa que todo mundo sabe.

No meu apartamento alugado, estou fazendo um monte de pequenas transformações, são coisas pequenas que dão um grande resultado e não custam muito.

Hoje vou falar apenas das áreas frias, como Cozinha, Banheiros e Área de Serviço.

Torneiras e Chuveiros

A primeira preocupação com as áreas frias deve ser as torneiras, chuveiros, bicas, ralos e ficar atenta aos possíveis vazamentos, que muitas vezes só são percebidos após a mudança. Trocar torneiras, chuveiros e ralos velhos pode fazer uma diferença incrível. O melhor é que você pode levá-los ao se mudar, só não se esqueça de guardar os antigos para poder colocá-los no lugar ao sair.

Eu vou trocar o chuveiro e a torneira do banheiro de visitas e a torneira da cozinha. Assim que trocar, mostro como ficou.

 Azulejos e Rejuntes

Nem sempre a cor, o tipo e, principalmente, a manutenção das paredes e rejuntes das áreas frias agradam ao novo morador. Para este problema existem três soluções, dependendo do quanto os azulejos incomodam, quanto a pessoa pretende gastar e da aprovação do proprietário.

Se o incomodo é com os rejuntes, a solução é fácil. Eles podem ser limpos, refeitos, clareados ou escurecidos. Para limpá-los ou mudar a cor pode se usar o Zapt, que é super facil de passar. Se os rejuntes estiverem muito sujos ou quebradiços, o ideal seria refazê-los, o que também é facil e barato e você ainda pode aproveitar para fechar alguns buracos de pregos deixados pelo antigo morador. Refazer o rejunte pode transformar uma área fria e você nem precisa de autorização do proprietário.

Se o que incomoda são os azulejos, seja a cor ou tipo, as soluções são mais caras e é necessário autorização do proprietário. Você pode pintar os azulejos com tinta epóxi, aplicar painel de formica ou novos azulejos por cima dos antigos ou refazer tudo, retirando os azulejos antigos e colocando novos.

No meu apartamento, os rejuntes estavam todos muito sujos e desfalcados, então resolvi refazer todos eles. Além disso, o azulejo do banheiro de visitas era muito sem graça e antigo, resolvi pintá-los com Tinta Epóxi branca, quando ficar pronto mostro para vocês. Por enquanto, vejam o antes e depois dos rejuntes:

Outra Coisinha

Outra coisa que me incomodou, foi a cor das cerâmicas (vaso e cuba) dos banheiros. Infelizmente, não há muito o que fazer, mas o que melhora o visual do vaso sanitário é colocar uma tampa um pouco mais clara que a cor da cerâmica e uma capa na caixa de acoplar, que é a parte que mais aparece.

O Mais Importante

Mais o mais importante para se fazer em qualquer apartamento alugado é uma limpeza pesada. Para isso você vai precisar de muita ajuda. Mesmo que tenha uma ótima faxineiras, você vai precisar ficar do lado e colocar a mão na massa para a casa ficar do jeito que você quer.

E vocês? Tem alguma dica para renovar as áreas frias de um apartamento alugado?

Espero que tenham gostado.

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Vou-me embora pra… São Paulo???

Sim, está chegando a hora da minha mudança oficial para a grande capital de São Paulo.

Mudar da casa dos pais é um grande passo para qualquer pessoa. É claro que para algumas pessoas pode ser mais fácil que para outras, mas de qualquer forma é sempre um grande passo.

Psicologicamente, a minha mudança para São Paulo começou há um pouco mais de 2 anos, quando o meu namorado Renato se mudou de Ipanema, onde morava com a mãe e padrasto, para um quarto e sala de 39m².

Dois anos mais tarde, com muitas milhas acumuladas e cansados de tanta ponte aérea, resolvemos que queríamos morar juntos. Além disso, o momento era ótimo: eu tinha, enfim, me formado e estava doida para sair do meu trabalho, que eu odiava, apesar das pessoas maravilhosas que conheci.

Resolvi, então, pedir demissão e começamos a busca por um apartamento maior para alugarmos juntos. Depois de mais de 6 meses de procura achamos o apartamento que procurávamos. E o melhor: no Itaim Bibi, que era o nosso foco.

Bem, apartamento fechado, chegou a hora da mudança. Primeiro fizemos o frete das coisas do Renato que já estavam em São Paulo e depois foi a vez das minhas coisas, mas só as coisas grandes, tipo sofá, escrivaninha e etc. As roupas , bolsas, sapatos e quinquilharias só vão depois que o apartamento estiver habitável, ou seja, organizado e limpo, bem limpo. Por enquanto, continuo na ponte aérea, carregando malas de lá pra cá e vice versa.

O meu objetivo com todo esse e os próximos blá blá blás que estão por vir é dar dicas, soluções e contar as dificuldades (ou facilidades) que uma pessoa enfrenta ao ir morar sozinha (ou não tão sozinha assim), além de mostras toda adaptação de um carioca passa ao ir pra São Paulo.

Espero que gostem…

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